Waack errou, mas não se enfrenta racismo com linchamento

Waack errou, mas não se enfrenta racismo com linchamento

A fala, o contexto e a atitude são insofismáveis: William Waack expôs seu racismo. Pela naturalidade com que falou, parece não ser algo isolado na sua forma de conceber o mundo. Ao contrário do que diz o chefe global do jornalista, que escreveu livro dizendo de que não somos racistas, há sim esse pensamento criminoso entre nós, que Waack, infelizmente, demonstrou de forma tão cabal. Não adianta tentar negar a conduta tipificada como ilícita no nosso código penal.

Algumas defesas – ou tentativas de diminuírem sua gravidade – da fala racista mostram que muita gente acha a marginalização de toda uma etnia algo secundário. Sintoma de que a oportunidade de expor de maneira reflexiva o preconceito é fundamental, mas será, mais uma vez, perdida.

Ao invés de gerar um grande debate, além de, no mínimo, um pedido de desculpas do global, o que não ocorreu, as ações nas redes sociais descambaram para a fulanização e posterior linchamento. Utilizam o caso para descer a ripa no jornalista por discordâncias ideológicas.

O racismo é muito sério para receber tal encaminhamento.

Deixe uma resposta